Documento mostra que a maioria dos migrantes no mundo se movimenta dentro do próprio país, e não para o exterior
A migração estimula a economia de um país e melhora as condições de vida no mundo, diz o Relatório de Desenvolvimento Humano 2009, produzido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), divulgado nesta segunda-feira (5). Essa mudança contribui para a produtividade econômica tanto nos casos em que a movimentação é dentro das fronteiras como também para outros países.
O relatório diz que a maioria dos migrantes no mundo desloca-se dentro dos limites de seu próprio país, e não para o exterior. Esses migrantes internos somam hoje 740 milhões de pessoas: quase quatro vezes mais o número de migrantes internacionais. O total de migrantes internos e externos soma 1 bilhão, ou uma em cada sete pessoas.
A principal conclusão apontada pelas Nações Unidas é que o fluxo migratório, ao contrário do que se costuma imaginar, aumenta o emprego junto à comunidade que o recebe, não expulsa a população nativa do mercado de trabalho e ainda melhora as taxas de investimento em novos negócios e iniciativas.
Entre os migrantes internacionais, que têm sido alvo de políticas restritivas por parte dos governos, em especial na Europa, o relatório registra que menos de 30% deles deslocam-se de países em desenvolvimento para países desenvolvidos. Apenas 3% dos africanos, por exemplo, vivem atualmente fora do país onde nasceram.