O presidente Barack Obama se reuniu com senadores e líderes comunitários na quinta-feira, 11, para falar sobre os ingredientes necessários para uma reforma imigratória.
Durante um encontro de mais de uma hora com líderes latinos, Obama disse que o seu compromisso com a legalização de 12 milhões de imigrantes “é inabalável.”
O presidente concordou em ajudar os senadores Chuck Schumer (democrata de NY) e Lindsey Graham (republicano da Carolina do Sul) a finalizar uma proposta de lei antes da passaseata que imigrantes marcaram para o dia 21 de março em Washington, DC.
Mas em meio à incerteza que se instalou no Congresso por causa da quase da interminável reforma da saúde, as negociações com os republicanos não serão tão fáceis.
“Usar a reconciliação (artifício político que abandona a necessidade de ter 60 senadores) para empurrar a (reforma) saúde vai tornar mais difícil que o Congresso chegue a um acordo num tópico tão importante quanto imigração,” disse Graham.
Para aprovar a reforma imigratória, a Casa Branca tem que superar dois obstáculos: primeiro, como 2010 é ano de eleição seria preciso aprovar uma lei antes dos congressistas entrarem em campanha; e com o nível de desemprego em quase 10%, uma anistia pode ser muito impopular com os americanos.
No entanto, segundo novas estatísticas do governo federal, os EUA registraram em 2009 o menor nível de imigração ilegal para o país dos últimos 25 anos.
Depois do encontro de hoje, o vice-presidente do sindicato Service Employees International, Eliseo Medina, disse que ativistas e sindicalistas prometem debater a reforma imigratória com os republicanos Mitch McConnell (Kentucy), que é o líder da minoria no Senado, e John Boehner (Ohio), líder na Câmara dos Representantes.
A proposta de Graham e Schumer, que já estão debruçados sobre a reforma imigratória por 6 meses, deve incluir mais segurança na fronteira e um novo cartão de Social Security à prova de falsificações. Os pré-requisitos para a legalização dos imigrantes ainda não foram anunciados.
Para a diretora de imigração da ONG National Council of La Raza, Clarissa Martinez de Castro, o que falta é liderança da Casa Branca.
“É inegável que liderança presidencial, liderança bastante ativa é necessária, e o presidente está comprometido em ser esse líder,” disse Clarissa.
Cansados de esperar pela reforma imigratória, alguns ativistas comunitários já mandaram um alerta para o presidente democrata: “sem legalização não tem reeleição.”
(oglobo.oglobo.com/blogs/brazilcomz)